AGU aciona PF e PGR após deputado Gilvan da Federal desejar a morte do presidente Lula
- Marcelo Damasceno
- 10 de abr. de 2025
- 2 min de leitura

A Advocacia-Geral da União (AGU) enviou, na noite desta terça-feira (8), uma notícia de fato à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitando a adoção de “providências cabíveis” diante das declarações feitas pelo deputado federal Gilvan da Federal (PL-ES), que desejou a morte do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante sessão na Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados.
As falas ocorreram durante um debate sobre as investigações da Polícia Federal que revelaram um suposto plano para assassinar o presidente Lula e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O parlamentar, ao criticar o inquérito, disse:
“Por mim, eu quero mais é que o Lula morra! Eu quero que ele vá para o quinto dos inferno! É um direito meu. Não vou dizer que vou matar o cara, mas eu quero que ele morra! Quero que ele vá para o quinto dos infernos porque nem o diabo quer o Lula. É por isso que ele está vivendo aí. Superou o câncer... tomara que tenha um ataque cardíaco. Porque nem o diabo quer essa desgraça desse presidente que está afundando nosso país. E eu quero mais é que ele morra mesmo. Que andem desarmados. Não quer desarmar cidadão de bem? Que andem com seus seguranças desarmados”.
Segundo a AGU, as declarações podem configurar os crimes de incitação ao crime e ameaça, e por isso devem ser rigorosamente investigadas. Além de acionar a PF e a PGR, a instituição também determinou a instauração imediata de um procedimento administrativo interno para apurar a conduta do deputado.
Em nota oficial, a AGU destacou que as providências adotadas têm como objetivo proteger a integridade das instituições republicanas e o Estado Democrático de Direito, diante da gravidade do discurso proferido por um parlamentar no exercício do cargo.
Até o momento, o deputado Gilvan da Federal não se retratou publicamente pelas declarações feitas.
Por Marcelo Damasceno - Petrolina PE






Comentários