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Câmara de Petrolina aprova aumento de capital da SAAS e revoga exigência de eliminadores de ar

  • Foto do escritor: Marcelo Damasceno
    Marcelo Damasceno
  • 30 de abr. de 2025
  • 2 min de leitura

Com 17 votos favoráveis, Câmara de Petrolina aprova mudança na estrutura da SAAS e revoga obrigatoriedade de eliminadores de ar nas tubulações.
Com 17 votos favoráveis, Câmara de Petrolina aprova mudança na estrutura da SAAS e revoga obrigatoriedade de eliminadores de ar nas tubulações.

A Câmara Municipal de Petrolina aprovou, nesta terça-feira (29), o Projeto de Lei nº 022/2025, que altera a estrutura jurídica da Companhia de Saneamento e Águas do Sertão (SAAS). A proposta eleva o capital social da empresa de R$ 1 milhão para R$ 6 milhões e revoga a obrigatoriedade de instalação de eliminadores de ar nas tubulações antes dos hidrômetros — um ponto sensível para o consumidor.


A votação foi marcada por intensos debates entre a base do governo e a oposição. Críticas contundentes vieram do vereador Gilmar Santos (PT), que questionou a efetividade da SAAS:

“Essa empresa, na prática, não existe. Vamos tirar R$ 6 milhões da Infraestrutura para uma empresa que não presta serviço?”, afirmou. Ele ainda desafiou os colegas a visitarem bairros como Dom Avelar e São Joaquim para comparar a atuação da SAAS com a da Compesa.

Na mesma linha, Ronaldo Silva (sem partido) criticou a falta de transparência da proposta e lamentou a revogação dos eliminadores de ar:

“Qual o benefício real disso para o povo? Nenhum”, declarou.

Já a base governista saiu em defesa do projeto. Aero Cruz (MDB) destacou sua leitura criteriosa dos projetos e pediu responsabilidade no voto. Gabriel Menezes (PSL) justificou seu posicionamento como um voto em favor das melhorias.Ronaldo Cancão (Republicanos) reforçou que o aumento de capital é pré-requisito legal para que a SAAS esteja apta a disputar serviços com a Compesa, especialmente diante da insatisfação popular com o serviço estadual.


O líder do governo, Diogo Hoffmann (União Brasil), foi direto:

“Falta água até no interior. Votar contra a SAAS é votar contra o povo.”

O projeto foi aprovado por 17 votos a 3, com votos contrários de Gilmar Santos, Ronaldo Silva e Dhiego Serra.



Por Marcelo Damasceno

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