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Decisão de Lula sobre bets repercute na disputa eleitoral em Pernambuco

26 de set.
2 min de leitura
Lula assinou, na sexta-feira (25), uma medida provisória paralisando as atividades das casas de apostas on-line no país - Nelson Almeida/AFP
Lula assinou, na sexta-feira (25), uma medida provisória paralisando as atividades das casas de apostas on-line no país - Nelson Almeida/AFP

Raquel Lyra, João Campos, Eduardo da Fonte e Humberto Costa manifestaram apoio à medida, com críticas ao setor e divergências sobre decisões locais


Por Marcelo Damasceno


A medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 25 de setembro, proibindo a exploração de apostas de quota fixa no país, levou o tema ao centro do debate eleitoral em Pernambuco. Candidatos ao governo estadual e ao Senado manifestaram apoio à iniciativa, relacionando as bets ao endividamento das famílias e aos efeitos da dependência de jogos.


Apesar da convergência em torno da decisão federal, as manifestações também expuseram divergências entre os concorrentes, sobretudo a respeito do tratamento tributário concedido às empresas do setor no Recife.



Raquel elogia medida e critica João Campos


Em vídeo divulgado no dia da assinatura, a governadora Raquel Lyra (PSD), candidata à reeleição, celebrou a iniciativa de Lula e destacou que a decisão coincidiu com a visita do presidente à capital pernambucana.


Raquel aproveitou a manifestação para voltar a criticar João Campos (PSB). Segundo a governadora, a redução da alíquota de impostos de 5% para 2%, durante a administração do adversário no Recife, favoreceu a instalação de empresas de apostas na cidade.


A candidata também associou as plataformas ao adoecimento da população, às dificuldades financeiras de apostadores e ao fortalecimento do crime organizado, reafirmando sua oposição ao setor.


João reafirma apoio à proibição


João Campos também demonstrou alinhamento com a posição do presidente. Durante a visita de Lula a Pernambuco, o candidato do PSB apareceu ao lado dele segurando um cartaz contrário às apostas online.


Na véspera, em sabatina na Rádio Maranata, Campos já havia declarado apoio a medidas destinadas a encerrar essas atividades no Brasil. Na ocasião, afirmou ser contrário aos jogos de azar e às apostas, destacando o risco de dependência.


Eduardo da Fonte destaca proposta de fiscalização


A discussão alcançou ainda a disputa pelo Senado. Eduardo da Fonte (PP), integrante da chapa governista, mencionou o Projeto de Lei nº 5.317/2026, apresentado como uma iniciativa para instituir a Política Pública do Jogo Responsável.


Conforme o material encaminhado pelo parlamentar à imprensa, a proposta busca reforçar a fiscalização, estabelecer regras para a publicidade e prever ações de prevenção e tratamento da dependência de jogos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).


Eduardo afirmou que as apostas passaram a representar um problema social, com consequências para milhares de famílias. Também declarou que apoiaria a proibição das bets caso a medida fosse necessária para proteger a população, especialmente crianças e jovens.


Humberto Costa enfatiza consequências para a saúde mental


Candidato à reeleição ao Senado pela Frente Popular, Humberto Costa (PT) também elogiou a decisão de Lula. Em publicação nas redes sociais em 26 de setembro, o senador destacou o comprometimento da renda familiar e os danos psicológicos associados às apostas.


Ao mencionar sua atuação na frente parlamentar contrária aos jogos de azar, Humberto afirmou acompanhar situações em que recursos destinados à alimentação, ao aluguel e às contas domésticas são consumidos pelas plataformas.


O senador, que é médico, ressaltou ainda que o endividamento pode vir acompanhado de sofrimento mental, defendendo o enfrentamento do problema como uma questão de proteção às famílias.



Fonte: Folha PE

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