Falece Dom Gilberto Pereira Lopes, Arcebispo Emérito de Campinas, aos 98 anos
- Marcelo Damasceno
- 23 de set. de 2025
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Faleceu nesta segunda-feira, aos 98 anos, Dom Gilberto Pereira Lopes, arcebispo emérito de Campinas (SP), figura de grande expressão na Igreja Católica e referência intelectual e pastoral no Brasil. Foram quase seis décadas de dedicação ao ministério sacerdotal e episcopal, marcadas pela firmeza de fé e pelo serviço à sociedade.
Nascido em 14 de fevereiro de 1927, em Santa Luz (BA), Dom Gilberto ingressou ainda jovem na vida religiosa. Foi ordenado sacerdote em 4 de dezembro de 1949, na Catedral de Petrolina (PE), após concluir os estudos de Filosofia e Teologia em Olinda (PE). Complementou sua formação acadêmica com cursos de Pedagogia em Paris, na França, o que ampliou sua visão humanista e educacional.
Em 1966, foi nomeado bispo de Ipameri (GO), onde iniciou seu ministério episcopal. Uma década depois, em 1976, foi transferido para Campinas como arcebispo coadjutor, assumindo a Arquidiocese em 1982. Permaneceu no cargo até 2004, quando, aos 77 anos, teve sua renúncia aceita pelo Papa São João Paulo II, tornando-se arcebispo emérito.
Dom Gilberto também se destacou como escritor e poeta, autor de obras como Anunciando o Mistério de Cristo, O Evangelho no Rádio, Com Deus na História e Tudo é Graça – sonetos, nas quais uniu sensibilidade literária e espiritualidade. Em 2024, recebeu da Academia Campinense de Letras o título de membro honorário, reconhecimento por sua contribuição à cultura e à fé.
Mesmo após deixar a liderança da Arquidiocese, permaneceu em Campinas, participando das atividades pastorais sempre que sua saúde permitiu. Nos últimos meses, enfrentava limitações decorrentes da idade avançada e chegou a ser internado devido a uma pneumonia.
Com quase um século de vida, deixa um legado de fé, cultura e compromisso social, sendo lembrado como pastor zeloso e intelectual que inspirou gerações de fiéis.
A Arquidiocese de Campinas divulgará, nas próximas horas, informações sobre o velório e o sepultamento.
Por Marcelo Damasceno
PETROLINA PE






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