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Petrolina sediará seminário “Vida ao Velho Chico” em celebração ao aniversário do Rio São Francisco

  • Foto do escritor: Marcelo Damasceno
    Marcelo Damasceno
  • 1 de out. de 2025
  • 2 min de leitura
Petrolina celebra o aniversário do Rio São Francisco com o seminário “Vida ao Velho Chico”, que reunirá autoridades, pesquisadores e a população em defesa do Velho Chico.
Petrolina celebra o aniversário do Rio São Francisco com o seminário “Vida ao Velho Chico”, que reunirá autoridades, pesquisadores e a população em defesa do Velho Chico.

Nos dias 3 e 4 de outubro, Petrolina será palco do seminário Vida ao Velho Chico, em homenagem ao aniversário do Rio São Francisco. A programação acontecerá no auditório da Univasf e contará com palestras, exposições, procissão religiosa e um abraço simbólico ao rio.


A iniciativa é do vereador Ronaldo Cancão, que ressaltou a gravidade da situação do Velho Chico:


O Velho Chico agoniza a cada dia. Só quem conhece de perto sabe a dimensão do problema. Espero que a população participe ativamente desse momento de reflexão e compromisso, destacou.


No dia 4, a agenda incluirá a procissão de São Francisco de Assis e um abraço simbólico na Ilha do Fogo, entre Petrolina e Juazeiro. Ainda está previsto o peixamento de 1 milhão de alevinos, ação realizada em parceria com a Prefeitura de Petrolina.


Autoridades e pautas ambientais


Foram convidados ministros, governadores e autoridades federais. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, já confirmou presença, além de representantes estaduais.


Durante entrevista, Cancão apresentou um diagnóstico preocupante: apenas 12 das 504 cidades ribeirinhas possuem saneamento básico integral; as demais despejam esgoto e rejeitos no rio, incluindo metais pesados como mercúrio e alumínio. Segundo ele, 55% da água do São Francisco já apresenta algum grau de contaminação.


Outro problema é o desmatamento no Norte de Minas, onde 37 mil hectares de Mata Atlântica foram devastados, provocando assoreamento e morte de nascentes. Cancão também chamou atenção para o avanço do mar:


O oceano já entrou 38 km no São Francisco. Hoje, comunidades sobrevivem de carro-pipa e há cultivo de camarão onde deveria existir água doce. Defendo a construção de uma barragem entre Alagoas e Sergipe para conter esse avanço.


O parlamentar reforçou que sua atuação não tem viés político-eleitoral:


Me chamaram de louco, mas não busco votos. Busco garantir água e sustentabilidade para as próximas gerações. O que seria de Petrolina sem o Rio São Francisco?


Programação cultural


O evento é aberto ao público, com 430 vagas no auditório. A recepção terá participação da Orquestra Sinfônica 21 de Setembro, apresentações culturais e distribuição de camisetas aos primeiros participantes.



Por Marcelo Damasceno - Petrolina PE

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