PGR denuncia Bolsonaro como líder de organização criminosa voltada a atos contra a ordem democrática
- Marcelo Damasceno
- 19 de fev. de 2025
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A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (18), acusando o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de chefiar uma organização criminosa voltada à prática de "atos prejudiciais" à ordem democrática. Segundo o Ministério Público Federal, o grupo atuava com base em um "projeto autoritário de poder" e possuía forte influência de setores militares.
De acordo com a denúncia, a organização criminosa estava profundamente enraizada na estrutura do Estado e operava com uma hierarquia definida e uma divisão de tarefas estratégicas. O núcleo central da organização, segundo a PGR, era composto por Bolsonaro e figuras-chave de sua gestão, como Alexandre Ramagem (ex-diretor da Abin), Almir Garnier (ex-comandante da Marinha), Anderson Torres (ex-ministro da Justiça), Augusto Heleno (ex-ministro do GSI), Paulo Sérgio Nogueira (ex-comandante do Exército) e Walter Braga Netto (ex-ministro da Casa Civil).
A denúncia sustenta que "as principais decisões e ações de impacto social partiram deles". Além disso, Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, era peça fundamental no esquema, atuando como "porta-voz" do ex-presidente e responsável por transmitir ordens aos demais integrantes do grupo.
Os crimes pelos quais Bolsonaro foi denunciado incluem:
✔ Liderança de organização criminosa armada
✔ Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito
✔ Golpe de Estado
✔ Dano qualificado por violência e grave ameaça contra o patrimônio da União
✔ Deterioração de patrimônio tombado
A denúncia marca um dos momentos mais críticos da trajetória política do ex-presidente, colocando-o no centro de um processo judicial que poderá ter desdobramentos significativos para seu futuro e o de seus aliados.
Por Marcelo Damasceno






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