Possível filiação de Fernando Dueire ao União Brasil redesenha cenário político e pressiona saída de Miguel Coelho da legenda em Pernambuco
- Marcelo Damasceno
- 23 de dez. de 2025
- 2 min de leitura

O senador Fernando Dueire está próximo de se filiar ao União Brasil, movimento que deve consolidar sua entrada formal na federação União Progressista (União Brasil/PP) e aprofundar o processo de reorganização do cenário político em Pernambuco. A eventual chegada de um senador em exercício à federação tende a reduzir ainda mais o espaço interno para novas candidaturas majoritárias e, na prática, pressiona o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, a buscar uma nova legenda, com o MDB despontando como alternativa mais viável.
Atualmente filiado ao União Brasil, Miguel Coelho enfrenta um ambiente político cada vez menos favorável dentro da sigla no estado. O partido, em aliança com o PP, comandado em Pernambuco pelo deputado federal Eduardo da Fonte, tem se consolidado no campo político da governadora Raquel Lyra, fortalecendo um bloco governista com projeção clara para a disputa majoritária de 2026.
Alinhamentos conflitantes e inviabilidade política
Esse posicionamento colide diretamente com a estratégia política de Miguel Coelho, que integra o campo de oposição ao governo estadual e é aliado do prefeito do Recife, João Campos, principal nome da oposição e pré-candidato ao Governo de Pernambuco. Com a federação União Progressista já desenhando seus próprios nomes para a disputa ao Senado — entre eles o próprio Fernando Dueire e Eduardo da Fonte —, a permanência de Miguel no União Brasil passa a ser vista, nos bastidores, como politicamente inviável.
MDB surge como alternativa estratégica
Nesse contexto, o MDB ganha protagonismo no debate político estadual. Embora o partido ainda enfrente um impasse judicial relacionado ao seu comando formal em Pernambuco, o controle político da legenda está alinhado ao grupo de João Campos, o que torna o MDB uma opção natural para Miguel Coelho.
Com a saída de Fernando Dueire da legenda, o MDB ficaria livre para abrigar um nome competitivo ao Senado. A eventual filiação de Miguel Coelho agregaria densidade eleitoral, visibilidade política e capilaridade regional ao partido, além de contribuir para a reorganização do campo oposicionista e o fortalecimento do palanque de João Campos na disputa estadual de 2026.
O movimento, se confirmado, deverá redesenhar alianças, reposicionar lideranças e intensificar as articulações políticas no estado nos próximos meses.
Marcelo Damasceno - Rádio Ponte FM
Petrolina (PE)






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