Reforma Ministerial: Troca no Ministério da Saúde e Movimentos Políticos Estratégicos
- Marcelo Damasceno
- 28 de fev. de 2025
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A recente substituição de Nísia Trindade por Alexandre Padilha no Ministério da Saúde marca o início de uma reforma ministerial com objetivos políticos e estratégicos bem definidos. A mudança está ligada a uma tentativa de pacificar disputas internas no Partido dos Trabalhadores (PT), inserir um representante evangélico na Esplanada e aumentar a visibilidade do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
A alteração no Ministério da Saúde reflete a geopolítica interna do PT. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deseja que Edinho Silva, ex-ministro de Dilma Rousseff, assuma a presidência do partido nas eleições previstas para 6 de julho. No entanto, Gleisi Hoffmann, atual presidente do PT, tem outra preferência: o deputado José Guimarães (CE), líder do governo na Câmara. A saída de Padilha da Secretaria de Relações Institucionais abre caminho para uma possível indicação de Guimarães, compensando sua desistência na disputa interna do partido. Outra opção para o cargo seria o deputado Silvio Costa Filho, do Republicanos.
A nomeação de Gleisi Hoffmann como ministra, além de sua relevância política, é parte de uma estratégia de compensação semelhante à de Guimarães. Outra meta dessa reforma é reforçar a interlocução com o segmento evangélico, que tem uma visão crítica do governo, influenciada pela máquina bolsonarista e por algumas lideranças religiosas. Lula busca nomear um nome representativo, capaz de melhorar sua imagem entre os evangélicos, mas enfrenta dificuldades para encontrar uma pessoa com esse perfil disposta a assumir o cargo. A possibilidade de o Ministério das Comunicações ser escolhido para essa função também está sendo cogitada.
Por Marcelo Damasceno - Petrolina PE






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