Sindicatos dão início às negociações da Convenção Coletiva de Trabalho 2026 da fruticultura no Sertão pernambucano
- Marcelo Damasceno
- 27 de dez. de 2025
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As entidades sindicais que representam empregadores e trabalhadores da fruticultura irrigada no Sertão do São Francisco, em Pernambuco, deram o primeiro passo rumo à construção da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2026. A reunião ocorreu na tarde desta segunda-feira (22), na sede do Sindicato dos Produtores Rurais de Petrolina (SPR), e marcou a entrega formal das pautas que nortearão o processo de negociação para o próximo ano.
O encontro simboliza o início oficial das tratativas que irão disciplinar as relações de trabalho no setor da fruticultura irrigada, uma das principais bases econômicas da região. Durante a formalização, o presidente do SPR, Jailson Lira, destacou a relevância do momento e o compromisso com um diálogo responsável e transparente.
“Estamos iniciando o rito de organização das negociações com clareza, registro institucional e, sobretudo, com o entendimento de que não haverá retirada de direitos adquiridos. O objetivo é negociar, construir consensos e atualizar a CCT de forma equilibrada”, afirmou. Segundo ele, a expectativa é positiva para a celebração de uma convenção que atenda aos interesses do setor produtivo e da classe trabalhadora.
Expectativa de diálogo produtivo
A presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Assalariados Rurais de Petrolina (STTAR), Maria Joelma, também ressaltou a importância da definição de um cronograma claro para as negociações.“É fundamental estabelecer o calendário de reuniões e o fluxo de debate das propostas apresentadas por ambas as representações. Estamos confiantes de que teremos uma CCT produtiva, construída com diálogo e responsabilidade”, pontuou.
Ao final da reunião, ficou definida a data de 21 de janeiro de 2026 para o início oficial das negociações, que acontecerão no SEST SENAT de Petrolina. Até lá, representantes patronais e laborais irão analisar detalhadamente os documentos com pautas e reivindicações, que estarão na mesa de negociação.
A Convenção Coletiva de Trabalho é um instrumento essencial para a organização da atividade agrícola, garantindo segurança jurídica, equilíbrio nas relações de trabalho e estabilidade para um setor que gera milhares de empregos e impulsiona a economia do Sertão do São Francisco.
Marcelo Damasceno






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