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União Brasil e PP formalizam federação partidária: veja como ficou a divisão nos estados e onde ainda há disputas

  • Foto do escritor: Marcelo Damasceno
    Marcelo Damasceno
  • 30 de abr. de 2025
  • 2 min de leitura

Federação União Brasil-PP é lançada com a maior bancada da Câmara e seis governadores, mas ainda enfrenta disputas internas em estados-chave como São Paulo e Minas Gerais.
Federação União Brasil-PP é lançada com a maior bancada da Câmara e seis governadores, mas ainda enfrenta disputas internas em estados-chave como São Paulo e Minas Gerais.

Em um movimento que redesenha o mapa político nacional, União Brasil e PP oficializaram nesta terça-feira (29) a criação de uma federação partidária. A união transforma o novo bloco na maior força política do Congresso Nacional, com projeção de 150 deputados e 20 senadores após a janela partidária de 2026. O grupo também já nasce com seis governadores, 1.343 prefeitos e um fundo partidário de quase R$ 1 bilhão.


Apesar da força numérica, o lançamento da federação não veio sem divergências. Nove estados ainda aguardam definição sobre qual partido comandará as estruturas regionais — entre eles os estratégicos São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, que estão sob negociação direta das cúpulas nacionais.


Divisão de estados


Até agora, houve acordo para divisão do comando em 18 estados:

  • União Brasil ficará à frente no Ceará, Goiás, Amazonas, Bahia, Amapá, Mato Grosso, Pará, Rio Grande do Norte e Rondônia.

  • PP comandará Acre, Alagoas, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Sul, Roraima e Santa Catarina.


Os critérios para a escolha variaram entre a presença de governadores e o número de deputados federais em cada estado.


Disputas e insatisfações


Mesmo nos estados com comando definido, há conflitos internos. Mendonça Filho (União-PE) se opôs à entrega do diretório de Pernambuco ao PP. Parlamentares do PP na Bahia, que integram a base do governo estadual petista, resistem à liderança da União Brasil, que é oposição. No Amazonas, uma disputa interna entre Pauderney Avelino e o governador Wilson Lima, ambos da União, também gera tensão.


Parlamentares insatisfeitos já ameaçam migrar para outras siglas na janela partidária de 2026.


Cúpula com co-presidência e atritos nacionais


Inicialmente, a federação será liderada em regime de co-presidência pelos presidentes nacionais Ciro Nogueira (PP) e o dirigente do União Brasil. A decisão evita que nomes como Arthur Lira (PP-AL) ou Luciano Bivar (União) assumam o comando de imediato. Lira, inclusive, demonstrou insatisfação com o arranjo, alegando que havia recebido promessa de presidir a nova federação.


Outras disputas também devem movimentar o cenário político:

  • O governador Ronaldo Caiado (União-GO) quer lançar-se à presidência da República em 2026.

  • Já o senador Sergio Moro (União-PR) busca viabilizar sua candidatura ao governo do Paraná, enfrentando resistência de Ciro Nogueira e Ricardo Barros (PP-PR).


Na Paraíba, há impasse entre Efraim Filho (União) e Aguinaldo Ribeiro (PP), o que deverá ser resolvido apenas próximo da eleição estadual.


Relação com o governo federal


Atualmente, os dois partidos controlam cinco ministérios e a Caixa Econômica Federal. No entanto, segundo ACM Neto, a federação deverá reavaliar sua participação no governo Lula até o fim de 2025, com possibilidade de rompimento.


Também há expectativa de diálogo com o ex-presidente Jair Bolsonaro, com vistas à construção de um projeto presidencial competitivo para 2026.

“Ninguém pode querer enfrentar o PT sem considerar o peso de Bolsonaro”, disse ACM Neto.


Fonte: Blog do Magno


Por Marcelo Damasceno


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