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Corte no Orçamento de 2026 deve retirar quase R$ 400 milhões das universidades federais e acende alerta sobre funcionamento das instituições

  • Foto do escritor: Marcelo Damasceno
    Marcelo Damasceno
  • 23 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura
Cortes no orçamento de 2026 colocam em risco despesas básicas e a manutenção das atividades das universidades federais.
Cortes no orçamento de 2026 colocam em risco despesas básicas e a manutenção das atividades das universidades federais.

As universidades federais brasileiras deverão enfrentar um cenário ainda mais desafiador em 2026. O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) aprovado pelo Congresso Nacional prevê um corte de quase R$ 400 milhões nos recursos discricionários destinados às instituições federais de ensino superior, comprometendo despesas essenciais para o funcionamento do sistema.


De acordo com dados divulgados pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), o orçamento discricionário deve cair de R$ 6,82 bilhões executados em 2025 para cerca de R$ 6,43 bilhões em 2026, já descontados os efeitos da inflação. Na prática, a redução impacta diretamente gastos básicos como água, energia elétrica, manutenção predial, segurança, limpeza, contratos terceirizados e bolsas estudantis.


Risco às atividades acadêmicas e à permanência estudantil


Em nota pública, a Andifes alerta que a diminuição de recursos agrava um quadro financeiro já considerado crítico e coloca em risco o pleno funcionamento das atividades de ensino, pesquisa e extensão desenvolvidas pelas universidades federais em todo o país.


Um dos pontos mais sensíveis é a assistência estudantil, que deverá sofrer uma redução estimada em R$ 100 milhões. O corte ameaça políticas fundamentais de permanência voltadas a estudantes em situação de vulnerabilidade


socioeconômica, incluindo auxílios para moradia, alimentação e transporte, além de programas específicos destinados a estudantes indígenas, quilombolas e de comunidades tradicionais.


Impactos na ciência e na pesquisa


O cenário se torna ainda mais preocupante diante das restrições orçamentárias também impostas à Capes e ao CNPq, principais agências de fomento à pesquisa científica no Brasil. As universidades destacam que esses cortes afetam diretamente o financiamento de projetos científicos, bolsas de pós-graduação e a produção de conhecimento estratégico para o desenvolvimento nacional.


Segundo a Andifes, o orçamento das universidades federais já vem sendo insuficiente nos últimos anos e, sem uma recomposição adequada, os impactos serão sentidos não apenas na qualidade do ensino superior, mas também na inclusão social, na inovação científica e na sustentabilidade administrativa das instituições.



Texto: Marcelo Damasceno - Petrolina (PE)

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