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Fim da escala 6x1 mobiliza trabalhadores rurais e entra na pauta nacional, diz líder sindical

  • há 2 dias
  • 2 min de leitura
Lideranças sindicais reforçam mobilização nacional pelo fim da escala 6x1 durante entrevista em Petrolina.
Lideranças sindicais reforçam mobilização nacional pelo fim da escala 6x1 durante entrevista em Petrolina.

A discussão sobre o fim da jornada de trabalho no modelo 6x1 — seis dias trabalhados para um de descanso — voltou ao centro do debate nacional após entrevista concedida pelo presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Assalariados e Assalariadas Rurais, Gabriel Bezerra, ao programa Hora Ponte, em Petrolina, nesta quinta-feira (26).


Durante a conversa, o dirigente destacou que o tema tem ganhado força entre trabalhadores do campo e deve pautar uma grande mobilização nacional prevista para abril, em Brasília. A marcha pretende pressionar o Congresso Nacional a avançar na discussão sobre mudanças na jornada de trabalho.


Mobilização nacional e pressão política


Segundo Gabriel Bezerra, a mobilização será decisiva para sensibilizar deputados e senadores, que ainda tratam o tema com cautela. Para ele, o avanço da pauta depende diretamente da pressão popular e da articulação política.


“O fim da escala 6x1 só será possível com mobilização social, engajamento de lideranças políticas comprometidas e pressão nas bases eleitorais”, afirmou o sindicalista durante a entrevista.


A proposta, segundo ele, busca melhores condições de trabalho e qualidade de vida para os trabalhadores, especialmente no meio rural, onde as jornadas extensas são historicamente comuns.


Críticas ao modelo atual e à pejotização


Outro ponto levantado foi a crítica ao atual modelo de relações de trabalho. O presidente da CONTAR apontou que a escala 6x1 não representa ganhos reais de produtividade e favorece, principalmente, interesses do setor patronal.


Além disso, ele alertou para o avanço da chamada “pejotização”, prática que substitui vínculos formais regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho por contratos como pessoa jurídica, reduzindo garantias trabalhistas.


Debate ainda limitado na mídia


O líder sindical também criticou a forma como o tema tem sido tratado por parte da imprensa nacional, classificando a cobertura como limitada e, em alguns casos, alinhada a interesses empresariais. Segundo ele, há necessidade de ampliar o debate público para garantir maior compreensão da sociedade sobre os impactos da jornada de trabalho.


Articulação no Vale do São Francisco


Em agenda pelo Vale do São Francisco, Gabriel Bezerra tem participado de encontros e articulações com lideranças locais. Ele esteve acompanhado do dirigente sindical Francisco Pascoal, reforçando a importância da organização coletiva.


Para o presidente da CONTAR, 2026 será um ano decisivo para pautas trabalhistas, em meio a um cenário político polarizado. “É fundamental fortalecer o diálogo e a presença dos movimentos sindicais na defesa dos direitos sociais”, destacou.



Marcelo Damasceno – Rádio Ponte FM, Petrolina (PE)

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