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ONU pede cessar imediato das hostilidades após aumento da tensão militar no Oriente Médio

  • 28 de fev.
  • 2 min de leitura
O secretário-geral da ONU, António Guterres - Foto: Mahmud Hams / AFP
O secretário-geral da ONU, António Guterres - Foto: Mahmud Hams / AFP

A Organização das Nações Unidas (ONU) elevou o tom diante do agravamento da crise no Oriente Médio. Neste sábado (28), o secretário-geral da entidade, António Guterres, classificou como preocupante a intensificação das ações militares envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, defendendo a interrupção imediata dos confrontos em meio ao aumento do risco de instabilidade regional.


Escalada militar amplia tensão no Oriente Médio


Em comunicado oficial, Guterres demonstrou preocupação com os recentes bombardeios realizados por Estados Unidos e Israel contra alvos iranianos, além da resposta militar de Teerã. Segundo o chefe da ONU, a continuidade das ações ameaça a paz global e pode provocar consequências ainda mais graves para a segurança internacional.


O secretário-geral apelou pela redução das tensões e reforçou a necessidade de interromper os confrontos de maneira urgente.


Conselho de Segurança da ONU convoca reunião emergencial


Diante do agravamento da situação, o Conselho de Segurança das Nações Unidas convocou uma reunião extraordinária para este sábado, às 16h no horário de Nova York (18h de Brasília), com foco exclusivo na crise no Oriente Médio.


A sessão ocorrerá por solicitação de França, Bahrein, Colômbia, Rússia e China. Durante o encontro, António Guterres deverá apresentar um posicionamento oficial sobre os desdobramentos do conflito.


Rússia cobra interrupção das ações militares


Antes da reunião, representantes da Rússia na ONU defenderam uma resposta internacional imediata. Em manifestação diplomática, Moscou afirmou que exigirá dos Estados Unidos e de Israel o encerramento das operações militares, além da retomada de caminhos voltados à negociação política e diplomática.


A representação russa também avaliou que os recentes episódios contribuem para ampliar a instabilidade regional.


Irã pede reação imediata da ONU


O governo iraniano também levou o tema ao Conselho de Segurança. O ministro das Relações Exteriores do país, Abbas Araghchi, solicitou uma atuação imediata das Nações Unidas após os ataques sofridos pelo território iraniano.


Em correspondência enviada ao organismo internacional, o chanceler afirmou que Estados Unidos e Israel deverão responder pelas consequências das operações militares, classificadas por Teerã como ilegais. O governo iraniano sustenta que sua reação militar ocorreu sob o argumento de legítima defesa diante do que chamou de agressão externa.


Temor de conflito ampliado preocupa comunidade internacional


Os ataques realizados contra o Irã e a resposta com lançamentos de mísseis em diferentes pontos da região aumentaram o receio de uma escalada de grandes proporções no Oriente Médio.


O avanço das hostilidades intensificou a preocupação de organismos internacionais e lideranças diplomáticas, que alertam para os riscos de um conflito regional mais amplo, com potencial impacto na estabilidade geopolítica global.


Com a convocação emergencial do Conselho de Segurança, a ONU tenta ampliar a pressão diplomática para evitar um agravamento ainda maior da crise. O posicionamento de António Guterres reforça o apelo internacional por contenção militar e pela retomada do diálogo, enquanto o cenário regional permanece marcado por forte tensão e incertezas.



Por Marcelo Damasceno


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