Operação sigilosa: elite militar dos EUA teria atuado na captura de Nicolás Maduro
- Marcelo Damasceno
- 3 de jan.
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Informações divulgadas nas primeiras horas desta sexta-feira, 3 de janeiro de 2026, atribuem à Delta Force — oficialmente denominada 1º Destacamento Operacional de Forças Especiais–Delta — a operação que teria resultado na captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em Caracas.
Considerada a unidade mais secreta e especializada do Exército dos Estados Unidos, a Delta Force atua sob o comando do Joint Special Operations Command (JSOC) e é empregada exclusivamente em missões classificadas como de altíssima sensibilidade política, diplomática e militar. Entre suas atribuições estão ações contraterroristas, resgate de reféns e a captura de alvos de alto valor estratégico.
Elite militar de atuação global
Os operadores da Delta Force são recrutados, em sua maioria, entre veteranos altamente experientes dos Army Rangers e das Forças Especiais (Boinas Verdes). O processo de seleção é considerado um dos mais rigorosos do mundo militar, envolvendo testes extremos de resistência física, controle emocional e capacidade de tomada de decisão sob pressão.
O treinamento inclui tiro de precisão, demolições, operações clandestinas, condução evasiva e técnicas avançadas de inteligência e contraespionagem. Inspirada no Special Air Service (SAS) do Reino Unido, a unidade é reconhecida pela autonomia operacional e pela rapidez de mobilização em qualquer região do planeta.
Histórico de operações internacionais
Ao longo de sua existência, a Delta Force esteve envolvida em operações de grande impacto internacional, como a invasão do Panamá, ações no Oriente Médio e a operação que culminou na morte do líder do Estado Islâmico, em 2019.
No caso mais recente envolvendo a Venezuela, relatos não oficiais indicam que equipes da unidade teriam realizado incursões aéreas coordenadas em Caracas, após explosões registradas em instalações consideradas estratégicas. Segundo essas informações, Maduro e sua esposa teriam sido retirados do país durante a ação.
Por conta do alto grau de sigilo, o Pentágono não costuma confirmar detalhes operacionais, tampouco comentar táticas, efetivos envolvidos ou a base da unidade, localizada oficialmente em Fort Liberty, nos Estados Unidos.
Até o momento, não há confirmação formal das autoridades norte-americanas sobre os detalhes da operação, o que mantém o episódio no centro das atenções da diplomacia internacional e da geopolítica continental.
Por Marcelo Damasceno






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