Reino Unido anuncia envio de combustível nuclear à Ucrânia e amplia sanções contra a Rússia antes da cúpula do G7
- 15 de jun.
- 3 min de leitura

Às vésperas da reunião de cúpula do G7, o Reino Unido anunciou um novo pacote de apoio estratégico à Ucrânia, que inclui o fornecimento de combustível nuclear para abastecer as usinas do país e a ampliação das sanções econômicas contra a Rússia. O governo britânico afirma que as medidas têm como objetivo fortalecer a segurança energética ucraniana e reduzir as fontes de financiamento utilizadas por Moscou para manter a guerra, iniciada há mais de quatro anos.
Reino Unido reforça apoio ao setor energético da Ucrânia
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, confirmou que Londres fornecerá urânio enriquecido destinado às centrais nucleares ucranianas, em uma iniciativa voltada à manutenção da produção de energia do país.
De acordo com o governo britânico, o acordo garantirá o abastecimento das usinas nucleares da Ucrânia pelos próximos dois anos, reduzindo a dependência do país em um momento de instabilidade provocada pelo conflito.
O financiamento para viabilizar a operação será realizado por meio de um crédito à exportação de aproximadamente US$ 282 milhões (cerca de R$ 1,42 bilhão). Os recursos permitirão que a empresa britânica Urenco forneça combustível nuclear à Energoatom, estatal responsável pela geração de energia nuclear na Ucrânia.
Novas sanções miram receitas que sustentam o esforço de guerra russo
Além do apoio energético, o Reino Unido anunciou um novo pacote de sanções contra a Rússia.
Segundo o gabinete de Keir Starmer, as restrições foram elaboradas para atingir diferentes estruturas utilizadas por Moscou para minimizar os impactos das penalidades internacionais já existentes.
As medidas incluem ações contra a chamada frota paralela empregada para contornar restrições comerciais, além de redes financeiras que, segundo Londres, auxiliam o governo russo a escapar das sanções impostas por países ocidentais.
O governo britânico afirma que a estratégia busca reduzir os recursos destinados à continuidade das operações militares russas.
Starmer critica ofensiva russa e pede ação conjunta do G7
Em comunicado oficial, Keir Starmer condenou os recentes ataques promovidos pela Rússia contra território ucraniano, classificando-os como atos de extrema violência.
O premiê afirmou que seu governo está intensificando as medidas para cortar as fontes de receita que financiam a guerra e, ao mesmo tempo, garantir que a Ucrânia mantenha seu abastecimento energético durante os próximos períodos de inverno.
A expectativa é que Starmer utilize a reunião do G7 para defender uma atuação coordenada entre as principais economias do mundo em favor de Kiev.
Cúpula do G7 terá guerra na Ucrânia como um dos principais temas
A cidade francesa de Évian-les-Bains sediará o encontro dos líderes das sete maiores economias do mundo, que discutirão os próximos passos do apoio internacional à Ucrânia.
O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, deve participar das reuniões para reforçar os pedidos por assistência política, econômica e militar aos países aliados.
Segundo o governo britânico, Starmer defenderá que o G7 amplie seus esforços para criar condições que permitam à Ucrânia alcançar uma paz considerada "justa e duradoura".
Anúncio ocorre em meio a desafios políticos no Reino Unido
A iniciativa internacional também acontece em um momento de pressão interna sobre o primeiro-ministro britânico.
Starmer enfrenta questionamentos após a renúncia de seu ministro da Defesa, episódio relacionado a divergências sobre os gastos militares do país.
Mesmo diante do cenário doméstico, o governo mantém a defesa de um papel ativo do Reino Unido no apoio à Ucrânia e na coordenação das ações adotadas pelos aliados ocidentais.
Fonte: Folha PE







Comentários