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Ibovespa fecha em queda e dólar volta a superar R$ 5 com pressão do cenário externo e incertezas políticas

  • 15 de mai.
  • 2 min de leitura
Foto: Paulo Whitaker/Reuters
Foto: Paulo Whitaker/Reuters

O mercado financeiro brasileiro encerrou a sexta-feira (15) em tom negativo. O Ibovespa registrou nova queda, acumulando a quinta semana consecutiva de perdas, enquanto o dólar voltou a ser negociado acima de R$ 5. O desempenho dos ativos refletiu o aumento da cautela dos investidores diante das preocupações com a inflação global, do agravamento das tensões geopolíticas e das incertezas no ambiente político nacional.


Ibovespa amplia sequência de perdas e encerra semana no vermelho


Principal índice da Bolsa de Valores brasileira, o Ibovespa terminou o pregão em baixa de 0,61%, aos 177.283,83 pontos.


Com o resultado, o indicador acumulou desvalorização de 3,71% na semana, registrando o quinto período consecutivo de perdas, em um ambiente marcado por maior aversão ao risco nos mercados internacionais.


Dólar ultrapassa R$ 5 impulsionado pela busca por ativos considerados seguros


No mercado de câmbio, o dólar comercial fechou com alta de 1,59%, cotado a R$ 5,0664 na venda.


O movimento acompanhou a valorização da moeda norte-americana frente a outras divisas no exterior, em meio à preferência dos investidores por ativos considerados mais seguros diante do cenário internacional.


Apesar da alta registrada na semana, quando acumulou avanço de 3,48%, a moeda ainda apresenta queda de 7,70% no acumulado do ano.


Inflação e conflitos internacionais pressionam os mercados


O ambiente externo foi um dos principais fatores que influenciaram o desempenho dos mercados.

As bolsas dos Estados Unidos fecharam em baixa diante das preocupações com a persistência da inflação e da elevação dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano (Treasuries), movimento que costuma reduzir o apetite por ativos de maior risco.


Ao mesmo tempo, a escalada das tensões no Oriente Médio ampliou a cautela dos investidores.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que sua paciência em relação ao Irã estava diminuindo, declaração que reforçou as preocupações sobre a dificuldade de avanço nas negociações para reduzir os conflitos e garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz.


Como consequência, os contratos internacionais de petróleo encerraram o dia em alta, favorecendo ações de empresas ligadas ao setor de commodities negociadas na Bolsa brasileira.


Cenário político brasileiro também influenciou os negócios


Além das questões internacionais, os investidores acompanharam os desdobramentos da política nacional.


Durante a semana, repercutiram notícias envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, preso sob acusação de diversos crimes. O caso ganhou novos capítulos após declarações do parlamentar à CNN Brasil e a publicação de uma nova reportagem pelo site Intercept no decorrer da tarde de sexta-feira.


O ambiente político contribuiu para aumentar a percepção de risco entre os agentes do mercado.


Analistas apontam postura mais defensiva dos investidores


Especialistas destacaram que o pregão foi marcado por um movimento generalizado de redução da exposição a ativos considerados mais arriscados.


A estrategista-chefe da Nomad, Paula Zogbi, avaliou que o mercado consolidou um cenário de forte aversão ao risco, impulsionado pela combinação entre inflação persistente e tensões geopolíticas.


Na mesma linha, o diretor da FB Capital, Fernando Bergallo, afirmou que a sucessão de acontecimentos políticos internos, somada às incertezas internacionais, levou investidores a adotarem uma postura mais conservadora, especialmente às vésperas do fim de semana, período em que novos fatos podem surgir sem possibilidade imediata de reação nos mercados.



Fonte: CNN Brasil

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