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Inflação acelera em fevereiro e registra maior alta para o mês desde 2016

  • Foto do escritor: Marcelo Damasceno
    Marcelo Damasceno
  • 25 de fev. de 2025
  • 2 min de leitura

Maiores influências para a alta do IPCA-15 em fevereiro vieram dos grupos de Habitação e Educação        Foto: Daniel Teixeira/ Estadão - 7/1/2020 / Estadão
Maiores influências para a alta do IPCA-15 em fevereiro vieram dos grupos de Habitação e Educação Foto: Daniel Teixeira/ Estadão - 7/1/2020 / Estadão

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que funciona como uma prévia da inflação oficial do país, registrou um aumento de 1,23% em fevereiro, conforme dados divulgados nesta terça-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse resultado representa uma forte aceleração em relação a janeiro, quando a alta foi de apenas 0,11%.


Esse índice é o mais elevado para o mês desde 2016 e também a maior variação mensal desde abril de 2022. No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação alcança 4,96%, ultrapassando a meta estabelecida pelo Banco Central, que é de 3%, com margem de tolerância entre 1,5% e 4,5%.


Principais fatores que impulsionaram a inflação


O aumento significativo do IPCA-15 em fevereiro foi impulsionado, principalmente, pelo grupo de Habitação, que apresentou uma alta de 4,34%, impactando o índice em 0,63 ponto percentual (p.p.). Dentro desse grupo, a energia elétrica residencial registrou um expressivo aumento de 16,33%, refletindo a normalização das tarifas após a redução ocorrida em janeiro devido ao bônus de Itaipu.



Setor de Habitação foi o que registrou o maior impacto, representando alta de 0,63 ponto percentual.                           Tatiana Cavagnolli / Agencia RBS
Setor de Habitação foi o que registrou o maior impacto, representando alta de 0,63 ponto percentual. Tatiana Cavagnolli / Agencia RBS

Outro fator que influenciou a inflação foi o aumento nas taxas de água e esgoto, que subiram em média 0,52%, devido a reajustes tarifários aplicados em diversas regiões do país.


O grupo de Educação também teve um impacto significativo na inflação de fevereiro, registrando alta de 4,78%, puxada pelos reajustes das mensalidades escolares. O ensino fundamental foi o segmento com maior aumento (7,50%), seguido pelo ensino médio (7,26%) e ensino superior (4,08%).


Comportamento dos preços nos principais setores


Dos nove grupos pesquisados pelo IBGE, sete apresentaram alta no mês de fevereiro:

  • Alimentação e bebidas: 0,61%

  • Habitação: 4,34%

  • Artigos de residência: 0,38%

  • Vestuário: -0,08%

  • Transportes: 0,44%

  • Saúde e cuidados pessoais: 0,54%

  • Despesas pessoais: 0,01%

  • Educação: 4,78%

  • Comunicação: -0,06%


No segmento de alimentação e bebidas, houve um aumento de 0,61%, com destaque para a alta de 17,62% na cenoura e de 11,63% no café moído. Por outro lado, produtos como batata inglesa (-8,17%), arroz (-1,49%) e frutas (-1,18%) registraram quedas.


O setor de transportes também impactou a inflação, com uma alta de 0,44%, puxada pelo aumento dos combustíveis (1,88%). O etanol subiu 3,22%, o óleo diesel, 2,42%, e a gasolina, 1,71%. O aumento foi impulsionado pela elevação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis, que entrou em vigor no início de fevereiro.


Perspectivas para os próximos meses


O mercado financeiro esperava uma alta média de 1,34% para o mês, mas o resultado final ficou ligeiramente abaixo dessa projeção. Apesar da forte pressão inflacionária nos setores de habitação e educação, economistas acreditam que os próximos meses podem apresentar uma desaceleração nos índices de inflação, especialmente se houver estabilidade nos preços dos combustíveis e dos alimentos.


Ainda assim, o cenário econômico segue desafiador, com atenção especial às políticas monetárias do Banco Central, que pode adotar medidas para conter a inflação e manter a meta estabelecida para 2024.



Fonte: G1

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