Prédios abandonados refletem o abandono da saúde e do patrimônio de Juazeiro
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Um leitor que preferiu não se identificar encaminhou ao Blog GGN um e-mail denunciando a situação de abandono do prédio que abrigou a antiga Só Baby e, posteriormente, o Hospital da Criança de Juazeiro. O relato expõe uma realidade que, anos depois, continua simbolizando o descaso com importantes patrimônios da cidade.
Na mensagem, o morador afirma desconhecer quem seja o proprietário do imóvel, mas destaca que deve existir um responsável legal pela edificação, atualmente utilizada como depósito de lixo, abrigo para pragas, espaço de marginalidade e refúgio para pessoas em situação de rua.
O autor faz questão de esclarecer que sua preocupação não é direcionada às pessoas que vivem em vulnerabilidade social, mas às condições degradantes em que o imóvel se encontra e aos riscos que essa situação representa para toda a população.
O leitor também lembra que a Constituição Federal, em seu artigo 182, estabelece que cabe aos municípios promover políticas públicas voltadas ao ordenamento e à função social dos espaços urbanos. Segundo ele, é necessária uma atuação do poder público em conjunto com os proprietários desses imóveis para impedir que o centro da cidade continue acumulando edificações abandonadas.
Ao encerrar a manifestação, o morador lamenta a imagem transmitida por Juazeiro e afirma que é vergonhoso ver a cidade se transformar em um lugar marcado por prédios abandonados.
A denúncia feita há quase uma década permanece atual e evidencia um problema que vai além da degradação física dos imóveis. O caso do antigo Hospital Só Baby ilustra os impactos produzidos pelas mudanças ocorridas na política pública de saúde, especialmente após o processo de municipalização, que resultou no desaparecimento de hospitais que prestaram relevantes serviços à população de Juazeiro.
Instituições como o Hospital Só Baby, a SEMEC e a Santa Casa de Misericórdia marcaram a história da assistência médica no município. Hoje, restam apenas registros fotográficos, documentos e a memória daqueles que testemunharam sua importância para a cidade.
O abandono dessas estruturas representa não apenas a perda de patrimônio físico, mas também de parte da história da saúde de Juazeiro, refletindo um cenário de deterioração de uma rede hospitalar que, no passado, foi referência para a população.
Marcelo Damasceno







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